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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dom Wilson celebrará missa de envio dos jovens de BH para a JMJ

Dom Wilson Luís Angotti Filho -que chegou recentemente à Arquidiocese de Belo Horizonte- irá presidir a Missa de envio dos jovens que vão à Jornada Mundial da Juventude em Madri neste ano.

Após convite dos jovens que vão à JMJ, Dom Wilson o respondeu generosamente com um sim. Segundo informações confirmadas pelo próprio bispo ele irá participar da XXVI JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE 2011, que será realizada em Madri e terá como tema: «Enraizados e edificados n'Ele... firmes na fé» (cf. Cl 2, 7).

A expectativa é que o Brasil envie 14 mil jovens para Madri, o maior número já registrado de brasileiros em toda a história das JMJ. Isso muito provavelmente se deva ao movimento de diversas Arquidioceses em promover as jornadas arquidiocesanas e das Arquidioceses de Belo Horizonte, Brasillia e Rio de Janeiro terem se candidatado oficialmente para acolher o evento. É fato que a próxima JMJ será no Brasil e em 2013. O Papa Bento XVI na missa de encerramento da JMJ irá oficialmente dizer o nome da próxima Arquidiocese que será sede do maior evento internacional do mundo.



A missa de envio dos jovens será um momento muito rico de partilha e preparação, sobretudo espiritual.

Convite para a Missa de envio:

O Vicariato Episcopal para a Pastoral e o Secretariado Arquidiocesano da Juventude da Arquidiocese de Belo Horizonte se preparam para um momento especial: a celebração do envio dos jovens que irão participar da 26ª Jornada Mundial da Juventude em Madri, de 16 a 21 de agosto. A Missa será no dia 30 de julho, na Praça São Francisco das Chagas, s/nº - Bairro Carlos Prates, Belo Horizonte.

Programação:
14h - Acolhida
14h30 - Catequese “enraizados e edificados em Cristo”
15h20 - Café festivo
16h - Catequese “o sentido de peregrinar”
16h40 - Testemunhos
17h - Celebração Eucarística com a benção de envio



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Retirado do blog da JAJ-BH

Grupo da forania Santo Antônio da Pampulha se preparam para ir à Jornada Mundial da Juventude em Agosto

Grupo da forania Santo Antônio da Pampulha se preparam para ir à Jornada Mundial da Juventude em Agosto

Cerca de 10 representantes da Forania Santo Antônio da Pampulha se preparam para ir à Jornada Mundial da Juventude. São jovens das paróquias Nossa Senhora do Belo Ramo, Cristo Operário, Santo Antônio da Pampulha e Nossa Senhora da Divina Providência, que, juntos, compõem o grupo GP Frassati.

O nome escolhido é uma homenagem ao Beato Píer Giorgio Frassati, jovem que foi beatificado pelo Beato João Paulo II. O coordenador do grupo e da juventude na Forania, Diego Silva, explica que “conhecemos alguns dos jovens na visita que realizamos nas paróquias. Partilhei com eles o desejo de ir à JMJ em Madrid e eles animaram. É uma pena não irem mais jovens”.

De acordo com Diego, o apoio do vigário forâneo, Padre Zezinho e dos demais párocos da Forania é fundamental para a participação do GP Frassati na JMJ 2011. “Todos têm nos ajudado e motivado. Eles sabem que não é fácil uma viagem internacional, e tem sido muito bom a confiança que eles no depositam”, explica.

Para o vigário forâneo, Padre Zezinho, “é com ALEGRIA e ESPERANÇA que a Forania Santo Antônio da Pampulha envia nossos Jovens para a JMJ. Alegria para ver, jovens comprometidos coma a causa do Reino e que procuram dar razão de sua fé em meio a outros jovens das diversas comunidades de nossa forania. Esperança que esse encontro, onde irão compartilhar experiência com jovens do mundo inteiro, possa fortalecer o Espírito Missionário e Evangelizador para a caminhada da PJ – Pastoral da Juventude em nossa Forania”.

Ele completa com uma mensagem a todos os participantes da Forania. “Faço minhas as palavras do Saudoso João Paulo II na II Jornada Mundial: Jovens da Forania Santo Antônio; ‘Vós sois a Esperança da Igreja’. Esperança que já se faz realidade no hoje de nossa Forania!”.

Os jovens vão sair de Belo Horizonte para Madrid dia 09 de agosto e retornam no dia 23. "É uma alegria imensa participar pela primeira vez da JMJ. A melhor forma de entendermos a verdadeira União Cristã é esta. Onde Jovens de todo o mundo estarão juntos pelo mesmo objetivo - O Corpo e Sangue de Cristo, onde teremos a experiência extraordinária de lhe darmos com variadas culturas. Espero voltar restaurado e cheio do sopro do Espírito Santo!", ressalta Douglas, jovem da Paróquia Nossa Senhora do Belo Ramo.

A expectativa do coordenador do GP Frassati é que os participantes da JMJ organizem a edição de 2014, que acontecerá no Brasil. “É importante que esses jovens que tiveram a oportunidade de ir voltem com todo o ardor e desejo de apostolado, em especial com os jovens”. Somos nós quem vamos ajudar na organização da próxima JMJ que será realizada no Brasil”, ressalta.


Retirado do blog da JAJ-BH

sexta-feira, 18 de março de 2011

Arquidiocese de Belo Horizonte promove a II Jornada da Juventude

BELO HORIZONTE, , 17 de março - Priscila Favaro (JAJ-BH)

Contagem regressiva! Falta um mês para a
Jornada Arquidiocesana da Juventude de
Belo Horizonte (JAJ-BH). A segunda edição
do evento acontecerá no dia 17 de abril,
data em que a Igreja celebra o Domingo de Ramos,
e tem um motivo a mais para ser especial: sua
realização será no mesmo ano da Jornada Mundial
da Juventude (JMJ), promovida em agosto de 2011,
na cidade de Madri/Espanha.

O tema da II JAJ-BH será o mesmo da JMJ: "Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé" (cf. Col 2, 7). Ela acontecerá na cidade de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, na Paróquia São Gonçalo. Veja a programação:

14h - Concentração na praça da Prefeitura de Contagem
15h - Caminhada em direção à Paróquia São Gonçalo
16h - Celebração Eucarística e Bênção de Ramos
Local: Paróquia São Gonçalo - Praça São Gonçalo - s/nº - Centro - Contagem ( Após a Celebração Eucarística, haverá show de música)

Este é mais um firme passo da Arquidiocese de Belo Horizonte em prol da sua candidatura para sediar a próxima Jornada Mundial da Juventude. Só no ano passado, cerca de três mil jovens participaram da JAJ-BH. A expectativa é que o esse número aumente ainda mais.

Jornada Arquidiocesana da Juventude

A Jornada Arquidiocesana da Juventude é fruto das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ).
A JMJ nasceu em 1986 como resposta do Papa João Paulo II a uma iniciativa dos jovens e visa a oferecer “momentos significativos de parada no constante peregrinar da fé”. Sua principal finalidade é colocar no centro da fé e da vida de cada jovem a pessoa de Jesus, para que Ele se torne um constante ponto de referência e para que Ele seja a luz de cada iniciativa promovida em favor das novas gerações.É realizada a cada três anos.

Entre as Jornadas acontecem as assim chamadas Jornadas (Arqui) Diocesanas. A Arquidiocese de Belo Horizonte, em comunhão com a Igreja no mundo todo, celebra em âmbito diocesano a JMJ com a Jornada Arquidiocesana da Juventude (JAJ). Esse grande encontro articula-se com os outros eventos da juventude assumidos pelo Secretariado Arquidiocesano da Juventude: Caminhada Marial ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade (Serra da Piedade), 15 de agosto e Dia Nacional da Juventude (DNJ), normalmente quarto domingo de outubro.

A JAJ será realizada no Domingo de Ramos, conforme a orientação do Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Veja os melhores momentos da I JAJ-BH

Os melhores momentos da I JAJ podem ser conferidos no Canal da JAJ no youtube: http://www.youtube.com/user/jornadaajbh .

Mais informações:
Site: www.jajbh.blogspot.com
E-mail: jornadaajbh@gmail.com
Tel.: (31) 3269-313


Retirado do blog da JAJ-BH; http://jajbh.blogspot.com/#ixzz1GwnFCNQG

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé"

Escrito por Cristo Jovem Brasil
Sexta, 10 Dezembro 2010

"Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé" (cf. Col 2, 7) Milhares de jovens de todas as partes do mundo estão se preparando para participarem da próxima Jornada Mundial da Juventude em Madrid 2011. As expectativas são as mais animadoras e temos visto a motivação dos jovens brasileiros que, com muito sacrifício e esperança, se organizam em grupos para participarem deste grande evento organizado pela Igreja Católica, que é considerado o maior do mundo destinados aos jovens.

As JMJ, surgiram do desejo dos jovens e do servo de Deus João Paulo II de vivenciarem um momento particular, que tivesse a “face dos jovens” e a experiência pessoal e comunitária do encontro com Cristo. Daí surgiram as JMJs que possuem uma espiritualidade particular expressa em quatro pontos: 1°) Encontro com Jesus Cristo; 2º) Amor à Igreja na pessoa do Papa e escuta de sua palavra; 3º) Vivência da universalidade e comunhão da Igreja; 4º) Os jovens protagonistas da nova evangelização e da construção da Civilização do Amor.

A data de realização da primeira JMJ foi no Domingo de Ramos de 1985, sendo realizado, em seguida, na Argentina (1986), onde cerca de 1 milhão de jovens escutaram João Paulo II afirmar: "Repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja." Em seguida a JMJ aconteceram em vários países do mundo.

A JMJ acontece a cada dois ou três anos. Quando não acontece mundialmente ela ocorre nas Arquidioceses e Dioceses, no Domingo de Ramos. Como ocorreu na Arquidiocese de Belo Horizonte com a Jornada Arquidiocesana da Juventude, em que cerca de três mil jovens participaram de uma peregrinação da Catedral da Boa Viagem até a praça do Papa, ao final da missa celebrado pelo Arcebispo de Belo Horizonte Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Em cada Jornada o Papa sugere um tema. O Tema deste ano de 2010 foi "Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?" (Mc 10, 17). “A estação da vida em que estais imersos é tempo de descoberta: dos dons que Deus vos deu e das vossas responsabilidades. É, também, tempo de escolhas fundamentais para construir o vosso projeto de vida. É o momento, pois, de interrogar- vos sobre o autêntico sentido da existência e de perguntar-vos: "Estou satisfeito com minha vida? Está faltando alguma coisa?" (...) “Não tenhais medo de afrontar essas questões!” Disse o Papa em sua mensagem deste ano aos jovens.

Em cada JMJ acontecem várias atividades como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. O mais impressionante é a quantidade de jovens. São milhares de jovens de diversas partes do mundo o que faz com que o evento fique muito rico com as diferentes línguas, culturas e colorido com as diferentes bandeiras nacionais. Um dos momentos mais aguardados é a Missa de encerramento que é celebrada pelo Santo Padre. Em sua homília o Papa motiva e encoraja os jovens com uma mensagem transbordante de Esperança e de Fé. Outro momento muito esperado é o do anúncio de qual país sediará a JMJ seguinte.

Até agora o número de jovens inscritos na JMJ são aproximandamente 4 mil jovens. Podemos levar muito mais. As possibilidades de a próxima JMJ ser no Brasil é muito grande. Vale apena passar por todos os sacrifícios e dificuldades para conseguir ir a JMJ. Tenha fé! Organize com seus amigos em grupos e arrecadem dinheiro. Vocês podem fazer muitas coisas, como vender doces, água nos sinais de trânsito, rifas, pedir a família, amigos etc. Não coloque barreiras para realizar esse grande sonho. Vamos todos juntos como irmãos escutar o Santo Padre Bento XVI dizer: “A próxima Jornada Mundial da Juventude será realizada no Brasil”. O Papa está ansioso para te encontrar na JMJ. "Queridos amigos, vos reitero o convite a participar da Jornada Mundial da Juventude em Madri. Com profunda alegria, espero a cada um pessoalmente, Cristo quer assegurar-vos na fé por meio da Igreja." (mensagem para a JMJ de 2011).


Fonte: http://brasil.cristojovem.com/

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mensagem de Bento XVI para a Jornada Mundial da Juventude 2011

Sexta-feira, 03 de setembro de 2010, 12h12

Mensagem de Bento XVI para a Jornada Mundial da Juventude 2011

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)





"Enraizados e edificados em Cristo,
firmes na fé" (Col 2, 7)


Queridos amigos,


penso com frequência na Jornada Mundial da Juventude de Sidney, em 2008. Ali, vivemos uma grande festa da fé, na qual o Espírito de Deus agiu com força, criando uma intensa comunhão entre os participantes, vindos de todas as partes do mundo. Aquele encontro, como os precedentes, produziu frutos abundantes na vida de muitos jovens e de toda a Igreja. Nosso olhar dirige-se agora para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em Madri, no mês de agosto de 2011. Já em 1989, alguns meses antes da histórica queda do Muro de Berlim, aperegrinação dos jovens fez uma parada na Espanha, em Santiago de Compostela. Agora, no momento em que a Europa tem que voltar a encontrar suas raízes cristãs, fixamos nosso encontro em Madri, com o lema: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Col 2, 7). Convido-vos a este evento tão importante para a Igreja na Europa e para a Igreja universal. Além disso, gostaria que todos os jovens, tanto os que compartilham nossa fé quanto os que hesitam, duvidam ou não creem, pudessem viver esta experiência, que pode ser decisiva para a vida: a experiência do Senhor Jesus ressuscitado e vivo, de seu amor por cada um de nós.


1. Nas fontes de vossas maiores aspirações

Em cada época, também em nossos dias, numerosos jovens sentem o profundo desejo de que as relações interpessoais sejam vividas na verdade e na solidariedade. Muitos manifestam a aspiração de construir relações autênticas de amizade, de conhecer o verdadeiro amor, de fundar uma família unidade, de adquirir uma estabilidade pessoal e uma segurança real, que possam garantir um futuro sereno e feliz. Ao recordar minha juventude, vejo que, na verdade, a estabilidade e a segurança não são as questões que mais ocupam a mente dos jovens. Sim, a questão do lugar de trabalho, e com ela a de ter o futuro assegurado, é um problema grande e premente, mas ao mesmo tempo a juventude segue sendo a idade na qual se busca uma vida maior. Ao pensar em meus anos de então, simplesmente, não queríamos perder-nos na mediocridade da vida aburguesada. Queríamos o que era grande, novo. Queríamos encontrar a vida mesma em sua imensidão e beleza. Certamente, isso dependia também de nossa situação. Durante a ditadura nacional-socialista e a guerra, estivemos, por assim dizer, "encerrados" pelo poder dominante. Por isso, queríamos ir para fora, para entrar na abundância das possibilidades do ser homem. Mas creio que, em certo sentido, este impulso de ir mais além do habitual está em cada geração. Desejar algo mais que a cotidianidade regular de um emprego seguro e sentir o desejo do que é realmente grande faz parte do ser jovem. Trata-se somente de um sonho vazio que desaparece quando uma pessoa se torna adulta? Não, o homem, na verdade, está criado para o que é grande, para o infinito. Qualquer outra coisa é insuficiente. Santo Agostinho tinha razão: nosso coração está inquieto, até que não descanse em Ti. O desejo da vida maior é um sinal de que Ele nos criou, de que levamos sua "marca". Deus é vida, e cada criatura tem a vida; de um modo único e especial, a pessoa humana, feita à imagem de Deus, aspira ao amor, à alegria e à paz. Então, compreendemos queé um contrassenso pretender eliminar a Deus para que o homem viva. Deus é a fonte da vida; eliminá-lo equivale a separar-se desta fonte e, inevitavelmente, privar-se da plenitude e da alegria: "sem o Criador, a criatura se dilui" (Concílio Ecumênico Vaticano II, Constituição Gaudium et Spes, 36). A cultura atual, em algumas partes do mundo, sobretudo no Ocidente, tende a excluir a Deus, ou a considerar a fé como um ato privado, sem nenhuma relevância na vida social. Embora o conjunto dos valores, que são o fundamento da sociedade, provenha do Evangelho – como o sentido da dignidade da pessoa, da solidariedade, do trabalho e da família -, constata-se uma espécie de "eclipse de Deus", uma certa amnésia, mais ainda, uma verdadeira rejeição do cristianismo e uma negação do tesouro da fé recebida, com o risco de perder aquilo que mais profundamente nos caracteriza.

Por esse motivo, queridos amigos, convido-vos a intensificar vosso caminho de fé em Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Vós sois o futuro da sociedade e da Igreja. Como escrevia o apóstolo Paulo aos cristãos da cidade de Colossos, é vital ter raízes e bases sólidas. Isso é verdade, especialmente hoje, quando muitos não têm pontos de referência estáveis para construir sua vida, sentindo-se assim profundamente inseguros. O relativismo que se difundiu, e para o qual tudo dá no mesmo e não existe nenhuma verdade, nem um ponto de referência absoluto, não gera verdadeira liberdade, mas instabilidade, desajuste e um conformismo com as modas do momento. Vós, jovens, tendes o direito de receber das gerações que vos precedem pontos firmes para fazer vossas opções e construir vossa vida, do mesmo modo que uma planta necessita de um apoio sólido até que cresçam suas raízes, para se converter em uma árvore robusta, capaz de produzir fruto.


2. Enraizados e edificados em Cristo

Para ressaltar a importância da fé na vida dos crentes, gostaria de deter-me em três termos que São Paulo utiliza em: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Col 2, 7). Aqui, podemos distinguir três imagens: "enraizado" evoca a árvore e as raízes que a alimentam; "edificado" refere-se à construção; "firme" alude ao crescimento da força física ou moral. Trata-se de imagens muito eloquentes. Antes de comentá-las, é preciso assinalar que no texto original as três expressões, desde o ponto de vista gramatical, estão no passivo: quer dizer, que é Cristo mesmo quem toma a iniciativa de enraizar, edificar e tornar firmes os crentes.

A primeira imagem é a da árvore, firmemente plantada no solo por meio de raízes, que lhe dão estabilidade e alimento. Sem as raízes, seria levada pelo vento, e morreria. Quais são nossas raízes? Naturalmente, os pais, a família e a cultura de nosso país são um componente muito importante de nossa identidade. A Bíblia mostra-nos outro mais. O profeta Jeremias escreve: "Bendito quem confia no Senhor e coloca no Senhor sua confiança. Será uma árvore planta junto á água, que junto às correntes lança suas raízes. Quando chega a estiagem, não a sentirá, sua folha estará verde; no ano da seca, não se inquieta, não deixa de dar fruto" (Jer 17, 7-8). Enraizar, para o profeta, significa voltar a colocar sua confiança em Deus. D'Ele vem nossa vida. Sem Ele, não poderíamos viver de verdade. "Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho" (1 Jo 5, 11). Jesus mesmo apresenta-se como nossa vida (cf. Jo 14, 6). Por isso, a fé cristã não é somente crer na verdade, mas, sobretudo, é uma relação pessoal com Jesus Cristo. O encontro com o Filho de Deus proporciona um dinamismo novo a toda a existência. Quando começamos a ter uma relação pessoal com Ele, Cristo revela-nos nossa identidade e, com sua amizade, a vida cresce e realiza-se em plenitude. Existe um momento na juventude em que cada um se pergunta: qual sentido tem minha vida, que finalidade, que rumo devo lhe dar? É uma fase fundamental que pode perturbar a mente, às vezes durante muito tempo. Pensa-se em qual será nosso trabalho, as relações sociais que devem se estabelecer, que afetos devem se desenvolver... Neste contexto, volto a pensar em minha juventude. De certo modo, logo percebi que o Senhor me queria sacerdote. Mas, mais adiante, depois da guerra, quando no seminário e na universidade me dirigia até essa meta, tive que reconquistar essa certeza. Tive que me perguntar: é esse, de verdade, meu caminho? É, de verdade, a vontade do Senhor para mim? Serei capaz de permanecer-lhe fiel e estar totalmente à disposição d'Ele, a Seu serviço? Uma decisão assim também causa sofrimento. Não pode ser de outra maneira. Mas, depois, tive a verdade: está certo! Sim, o Senhor me quer, por isso me dará também a força; Escutando-lhe, estando com Ele, chego a ser eu mesmo. Não conta a realização de meus próprios desejos, mas sim Sua vontade. Assim, a vida torna-se autêntica.

Como as raízes da árvore a mantém plantada firmemente na terra, assim os alicerces dão à casa uma estabilidade perdurável. Mediante a fé, estamos enraizados em Cristo (cf. Col 2, 7), assim como uma casa está construída sobre os alicerces. Na história sagrada, temos numerosos exemplos de santos que edificaram sua vida sobre a Palavra de Deus. O primeiro: Abraão. Nosso pai na fé obedeceu a Deus, que lhe pedia que deixasse a casa paterna para encaminhar-se a um país desconhecido. "Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça, e foi chamado amigo de Deus" (Tg 2, 23). Estar enraizados em Cristo significa responder concretamente ao chamado de Deus, confiando-se a Ele e colocando em prática Sua Palavra. Jesus mesmo repreende a seus discípulos: "Por que me chamais 'Senhor, Senhor!' e não fazeis o que vos digo?" (Lc 6, 46). E recorrendo à imagem da construção da casa, complementa: "Todo aquele que vem a mim ouve as minhas palavras e as pratica [...] é semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou bem fundo e pôs os alicerces sobre a rocha. As águas transbordaram, precipitaram-se as torrentes contra aquela casa e não a puderam abalar, porque ela estava bem construída" (Lc 6, 47-48).

Queridos amigos, construí vossa casa sobre a rocha, como o homem que "cavou bem fundo". Tentai também vós acolher a cada dia a Palavra de Cristo. Escutai-o como ao verdadeiro Amigo com quem compartilhar o caminho de vossa vida. Com Ele ao vosso lado, sereis capazes de afrontar com valentia e esperança as dificuldades, os problemas, também as desilusões e os fracassos. Continuamente apresentar-vos-ão propostas mais fáceis, mas vós mesmos percebereis que se revelam como enganosas, não dão serenidade nem alegria. Somente a Palavra de Deus mostra-nos o caminho autêntico, somente a fé que nos foi transmitida é a luz que ilumina o caminho. Acolhei com gratidão este dom espiritual que haveis recebido de vossas famílias e esforçai-vos para responder com responsabilidade ao chamado de Deus, convertendo-vos em adultos na fé. Não creiais nos que dizem que não necessitais dos outros para construir vossa vida. Apoiai-vos, ao contrário, na fé de vossos entes queridos, na fé da Igreja, e agradecei ao Senhor por tê-la recebido e tê-la feito vossa.


3. Firmes na fé

Estai "enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Col 2, 7). A carta, da qual foi tirado esse convite, foi escrita por São Paulo para responder a uma necessidade concreta dos cristãos da cidade de Colossos. Aquela comunidade, de fato, estava ameaçada pela influência de certas tendências culturais da época, que afastavam os fiéis do Evangelho. Nosso contexto cultural, queridos jovens, tem numerosas analogias com o dos colossenses de então. Com efeito, há uma forte corrente de pensamento laicista que deseja afastar Deus da vida das pessoas e da sociedade, lançando as bases e tentando criar um "paraíso" sem Ele. Mas a existência ensina que o mundo sem Deus converte-se em um "inferno", onde prevalece o egoísmo, as divisões nas famílias, o ódio entre as pessoas e os povos, a falta de amor, alegria e esperança. Ao contrário, quando as pessoas e os povos acolhem a presença de Deus, Lhe adoram em verdade e escutam Sua voz, constrói-se concretamente a civilização do amor, onde cada um é respeitado em sua dignidade e cresce a comunhão, com os frutos que isso implica. Há cristãos que se deixam seduzir pelo modo de pensar laicista, ou são atraídos por correntes religiosas que lhes afastam da fé em Jesus Cristo. Outros, sem deixar-se seduzir por elas, simplesmente deixaram que se esfriasse a sua fé, com as inevitáveis consequências negativas no plano moral.

O apóstolo Paulo recorda aos irmãos, contagiados pelas ideias contrárias ao Evangelho, o poder de Cristo morto e ressuscitado. Esse mistério é o fundamento de nossa vida, o centro da fé cristã. Todas as filosofias que o ignoram, considerando-o "loucura" (1 Co 1, 23), mostram seus limites antes as grandes perguntas presentes no coração do homem. Por isso, também eu, como Sucessor do apóstolo Pedro, desejo confirmar-vos na fé (cf. Lc 22, 32), Cremos firmemente que Jesus Cristo se entregou na Cruz para oferecer-nos Seu amor; em sua paixão, suportou nossos sofrimentos, carregou nossos pecados, alcançou-nos o perdão e reconciliou-nos com Deus Pai, abrindo-nos o caminho da vida eterna. Deste modo, fomos libertados do que mais paralisa nossa vida: a escravidão do pecado, e podemos amar a todos, inclusive aos inimigos, e compartilhar este amor com os irmãos mais pobres e em dificuldade.

Queridos amigos, a cruz geralmente provoca medo, porque parece ser a negação da vida. Na verdade, é o contrário. É o "sim" de Deus ao homem, a expressão máxima de seu amor e a fonte de onde emana a vida eterna. De fato, do coração de Jesus aberto na cruz brotou a vida divina, sempre disponível para quem aceita olhar ao Crucificado. Por isso, quero convidar-vos a acolher a cruz de Jesus, sinal do amor de Deus, como fonte de vida nova. Sem Cristo, morto e ressuscitado, não há salvação. Somente Ele pode libertar o mundo do mal e fazer crescer o Reino da justiça, paz e amor, ao que todos aspiramos.


4. Crer em Jesus Cristo sem vê-Lo

No Evangelho, é-nos descrita a experiência de fé do apóstolo Tomé quando acolhe o mistério da cruz e ressurreição de Cristo. Tomé, um dos doze apóstolos, seguiu a Jesus, foi testemunha direta de suas curas e milagres, escutou suas palavras, viveu o espanto ante sua morte. Na tarde da Páscoa, o Senhor aparece aos discípulos, mas Tomé não está presente, e quando lhe contam que Jesus está vivo e apareceu a eles, diz: "Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei" (Jo 20, 25).

Também nós gostaríamos de poder ver a Jesus, poder falar com Ele, sentir mais intensamente ainda sua presença. Muitos hoje acham difícil ter acesso a Jesus. Muitas das imagens que circulam de Jesus, e que se fazem passar por científicas, lhe tiram sua grandeza e a singularidade de sua pessoa. Por isso, ao longo de meus anos de estudo e meditação, fui amadurecendo a ideia de transmitir em um livro algo de meu encontro pessoal com Jesus, para ajudar de alguma forma a ver, escutar e tocar ao Senhor, em quem Deus saiu ao nosso encontro para se deixar conhecer. De fato, Jesus mesmo, aparecendo novamente aos discípulos depois de oito dias, diz a Tomé: "Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé" (Jo 20, 27). Também para nós é possível ter um contato sensível com Jesus, colocar, por assim dizer, a mão nos sinais de Sua Paixão, os sinais de seu amor. Nos Sacramentos, Ele vem até nós de uma forma particular, entrega-se a nós. Queridos jovens, aprendei a "ver", a "encontrar" a Jesus na Eucaristia, onde está presente e próximo até entregar-se como alimento para nosso caminho; no Sacramento da Penitência, onde o Senhor manifesta sua misericórdia oferecendo-nos sempre seu perdão. Reconhecei e servi a Jesus também nos pobres e enfermos, nos irmãos que estão em dificuldade e necessitam de ajuda.

Iniciai e cultivai um diálogo pessoal com Jesus Cristo, na fé. Conhecei-O mediante a leitura dos Evangelhos e do Catecismo da Igreja Católica; falai com Ele na oração, confiai n'Ele. Nunca vos trairá. "A fé é, antes de tudo, uma adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o assentimento livre a toda a verdade que Deus revelou" (Catecismo da Igreja Católica, 150). Assim, podereis adquirir uma fé madura, sólida, que não se funda unicamente em um sentimento religioso ou em uma vaga recordação do catecismo de vossa infância. Podereis conhecer a Deus e viver autenticamente d'Ele, como o apóstolo Tomé, quanto professou abertamente sua fé em Jesus: "Meu Senhor e meu Deus".


5. Sustentados pela fé da Igreja, para ser testemunhas

Naquele momento, Jesus exclama: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!" (Jo 20, 29). Pensava no caminho da Igreja, fundada sobre a fé das testemunhas oculares: os Apóstolos. Compreendemos agora que nossa fé pessoal em Cristo, nascida do diálogo com Ele, está vinculada à fé da Igreja: não somos crentes isolados, mas sim, mediante o Batismo, somos membros desta grande família, e é a fé professada pela Igreja que assegura nossa fé pessoal. O Credo que proclamamos a cada domingo na Eucaristia protege-nos precisamente do perigo de crer em um Deus que não é o que Jesus nos revelou: "Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé" (Catecismo da Igreja Católica, 166). Agradeçamos sempre ao Senhor pelo dom da Igreja; ela nos faz progredir com segurança na fé, que nos dá a verdadeira vida (cf. Jo 20, 31).

Na história da Igreja, os santos e mártires tiraram da cruz gloriosa a força para serem fiéis a Deus até a entrega de si mesmos; na fé, encontraram a força para vencer as próprias debilidades e superar toda a adversidade. De fato, como diz o apóstolo João: "Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" (1 Jo 5, 5). A vitória que nasce da fé é a do amor. Quantos cristãos foram e são um testemunho vivo da força da fé que se expressa na caridade. Foram artífices da paz, promotores da justiça, animadores de um mundo mais humano, um mundo segundo Deus; comprometeram-se em diferentes âmbitos da vida social, com competência e profissionalismo, contribuindo eficazmente para o bem de todos. A caridade que brota da fé lhes levou a dar um testemunho muito concreto, com a palavra e as obras. Cristo não é um bem somente para nós mesmos, mas é o bem mais precioso que temos para compartilhar com os demais. Na era da globalização, sejais testemunhas da esperança cristã no mundo todo: são muitos os que desejam receber esta esperança. Ante o sepulcro do amigo lázaro, morto há quatro dias, Jesus, antes de voltar a chamá-lo a vida, diz a sua irmã Marta: "Se credes, vereis a glória de Deus" (Jo 11, 40). Também, vós, se credes, se souberdes viver e dar, a cada dia, testemunho de vossa fé, sereis um instrumento que ajudará a outros jovens como vós a encontrar o sentido e a alegria da vida, que nasce do encontro com Cristo.


6. Rumo à Jornada Mundial de Madri

Queridos amigos, vos reitero o convite a participar da Jornada Mundial da Juventude em Madri. Com profunda alegria, espero a cada um pessoalmente, Cristo quer assegurar-vos na fé por meio da Igreja. A escolha de crer em Deus e segui-Lo não é fácil. Vê-se obstaculizada por nossas infidelidades pessoais e por muitas vozes que nos sugerem vias mais fáceis. Não vos desanimeis, buscai o apoio da comunidade cristã, o apoio da Igreja. Ao longo deste ano, preparai-vos intensamente para o encontro de Madri com vossos bispos, sacerdotes e responsáveis da pastoral juvenil nas dioceses, nas comunidades paroquiais, nas associações e movimentos. A qualidade de nosso encontro dependerá, sobretudo, da preparação espiritual, da oração, da escuta em comum da Palavra de Deus e do apoio recíproco.

Queridos jovens, a Igreja conta convosco. Necessita de vossa fé viva, vossa caridade criativa e o dinamismo de vossa esperança. Vossa presença renova a Igreja, rejuvenesce-a e lhe dá um novo impulso. Por isso, asJornadas Mundiais da Juventude são uma graça não somente para vós, mas para todo o Povo de Deus. A Igreja na Espanha está preparando-se intensamente para acolher-vos e viver a experiência gozosa da fé. Agradeço às dioceses, paróquias, santuários, comunidades religiosas, associações e movimentos eclesiais que estão trabalhando com generosidade na preparação deste evento. O Senhor não deixará de abençoá-los. Que a Virgem Maria acompanhe este caminho de preparação. Ela, no anúncio do Anjo, acolheu com fé a Palavra de Deus; com fé consentiu que a obra de Deus se cumprisse nele. Pronunciando seu "fiat", recebeu o dom de uma caridade imensa, que a impulsionou a se entregar inteiramente a Deus. Que Ela interceda por todos vós, para que na próxima Jornada Mundial possais crescer na fé e no amor. Asseguro-vos minha recordação paterna na oração e vos bendigo de coração.

Dado no Vaticano, aos 6 de agosto de 2010, Festa da Transfiguração do Senhor.